sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ausência! e Lavandaria...

Venho aqui justificar a minha ausência destas lides com o facto de ter tido imenso trabalho nos últimos tempos!! (ah pois é... também se trabalha!) Peço, no entanto, desculpa aos seguidores do blogue e prometo que mais "posts" se seguirão!

De qualquer forma, aqui fica uma situação caricata que se passou no outro dia:
Estava a sair de Mumbai (Bombaim) de táxi e o simpático do taxista, que por acaso depois me enganou no preço, obviamente, lá ia explicando os sítios por onde íamos passando... "This (is the) temple, this (is the) bus station, etc.
E eu sempre a tentar acompanhar aquele inglês espectacular que (quase todos) os indianos têm, quando têm... até que ele diz: "This (is the) laundry"!!! Imediatamente eu pensei "Que raio, porque é que ele me diz que há aqui uma lavandaria? Se calhar enganou-se na palavra (mais uma vez)!"

Olho para o lado... e era o Rio Ulhas...

Tenho dito!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

As vacas


As vacas andam por todo o lado... São até uma das (muitas) atracções turísticas da Índia. Para os turistas, digo. Para os indianos são não só sagradas mas como um aborrecimento, acho eu. Embora a maior parte deles as ignore completamente. Eu explico porque as acho um aborrecimento: elas fazem o que querem e os indianos não lhes podem fazer nada!! Quanto muito tentam enxotá-las para longe... mas de vez em quando elas lá se safam com qualquer coisa para comer... a maior parte do tempo andam a passear pelas ruas, enfim!
Cá vai uma selecção, escolhida (nada) critoriosamente:
A vaca-bebedora (minutos antes alguns indianos bebiam da mesma forma)
Vaca a comer as flores do festival religioso
Vaca-estacionada
Vaca-incumpridora
Vacas-trabalhadoras
Vaca-banhista (sff evitar os "presentes" desta numa quase perfeita praia tropical)
Vaca-a-circular (evitar bater que causam estragos)
Vacas-universitárias (a circular no campus)
Mas claro que  não só de vacas se faz a Índia, ainda temos:
Cabras (uma família simpática)
Elefantes (pois claro!)
Para além de ocasionais aparições de macacos e milhares de cães que andam a vaguear pela rua (uma praga mesmo!! e eu gosto de cães). É impossível de controlar, as cadelas estão sempre prenhas ou a amamentar e eles apenas vagueiam pelas ruas sem nada que fazer. Como as vacas... Boa vida!

Água Quentinha!!

Para quê gastar gás? Ou electricidade? Toda a gente sabe que tomar banho de água fria é muito melhor!!
Tenho tentado pôr isto na cabeça nas últimas três semanas mas ainda não fui muito bem sucedido...
Se é verdade que até sabe bem um banho fresquinho quando o calor aperta desafio-vos a todos a meterem-se debaixo de água fria de manhãzinha ou à noite!! Durante 1 semana... Alguém?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Religiões e coisas (quase nada) afins

A Índia é um Mundo! Não apenas no que se refere aos quilómetros quadrados mas em todos os sentidos: tem desertos, tem neve, tem praias tropicais, tem mar até não poder mais, tem milhares de monumentos, milhões de pessoas também (e vacas e cães em proporção, pois claro) mas principalmente tem uma grande mistura de culturas, línguas (pelo menos 32!!!), etnias e... religiões.
Encontram-se aqui todas as religiões, sendo que o hinduísmo e o islamismo são as principais. O cristianismo está bastante espalhado, muito por obra dos antigos colonizadores, bem como o budismo, vindo dos países vizinhos, e o judaísmo.
Não perguntem como é que os judeus cá vieram parar mas é certo que alguns indianos dizem que Jesus viveu na Índia (what??), o que sugere que eles, já por essa altura, andavam por estas bandas a amealhar dinheiro. Quais tugas a trocar especiarias quais quê...
Mas não queria aqui falar destas últimas religiões mas sim, do hinduísmo e islamismo. Da primeira, e depois de ter alguns "seminários" sobre hinduísmo com o pessoal indiano por aqui, percebi que, de forma relativamente análoga ao cristianismo, eles têm muitas formas de interpretar o hinduísmo (qualquer coisa como ortodoxos, católicos, protestantes, etc). Dito isto, decidi ficar-me pelo básico e tentar apreender as "generalidades". Não me vou esforçar a escrever a minha versão incorrecta do que é o hinduísmo, vão à Wikipedia sff.
Da segunda, não tenho absolutamente nada a dizer.
Das duas juntas tenho!!!
É que, não tendo absolutamente nada contra elas, a verdade é que a conjugação destas duas religiões faz com que a maior parte da comida servida nos restaurantes seja vegetariana! E quando há restaurantes com comida não-vegetariana estes apenas servem galinha!
E o meu bom bife de vaca com batatas fritas?? Talvez porco? ahhh, não... os muçulmanos também não são de comer porco... bolas! E um arrozinho com sal? Em vez de umas especiarias quaisquer que fazem a boca arder e gastar o dobro do dinheiro em água/sumo/iogurte do que o jantar em si... Hmm? E os talheres e pratos? A comida indiana está pensada para ser comida com as mãos (ou melhor, com a mão direita) pelo que uma pessoa tem que se sujeitar:
Nem sei como é que eles se aguentam assim! Sinceramente! Se é certo que muitos vegetais têm calorias e hidratos e outras coisas, mais até do que a carne (perdoem-me amigos vegetarianos por estar a fazer anti-campanha), o facto é que sinto saudades dum bom bife! No outro dia fui jogar futebol e nem me mexia o que, aliado à minha "elevada" habilidade, deve ter sido engraçado de ver... e eles ainda me associavam com o Cristiano Ronaldo, simpáticos!
Enfim, se estavam à espera de conversa séria sobre religiões estavam enganados! Não que a comida seja má, atenção, mas o que era mesmo bom era uma febra grelhada! Com arroz salgado! E um ovo estrelado talvez?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Goa

Como vos tinha dito no fim-de-semana passado estive em Goa!! Apesar de ser um dos mais pequenos estados indianos é um importante centro turístico internacional (quando se diz internacional normalmente quer-se dizer ingleses e alemães).
Infelizmente, choveu quase o fim-de-semana todo pelo que a viagem não correu bem como o esperado. A chuva condicionou grande parte das visitas "históricas" que queria fazer e impossibilitou também a visita às (famosas) praias da região.
De qualquer forma, tive oportunidade de visitar a capital de Goa, Panaji, que tem inúmeras ruas com nomes portugueses e igrejas, nomeadamente, a igreja da Imaculada Conceição, onde os marinheiros portugueses iam agradecer a viagem segura desde Portugal, antes de se dirigirem à capital. 
Da velha capital, hoje denominada Old Goa, não tenho nada a acrescentar porque não me foi possivel visitar mas, pelo que me disseram, é "mais do mesmo", ou seja, igrejas e igrejas.
As praias (sujíssimas nesta altura do ano) são daquelas que uma pessoa imagina quando pensa numa praia tropical, coqueiros e bananeiras no areal, com uma bonita paisagem. No entanto, na praia de Calanguta existe um velho cargueiro/petroleiro que deu à costa ali e os indianos nunca se deram ao trabalho de o retirar... já faz parte da paisagem!
De resto é notável a quantidade de marcos católicos, cruzes e pequenos altares ao longo da estradas, por exemplo. Algo que nem se encontra em Portugal, um altar a cada 200m de estrada com um vela acesa.
Por fim, um último comentário ao facto de ainda se conseguir encontrar alguns portugueses (ou pelo menos falantes) em Goa, embora já cor, proveniente de uma qualquer "mistura". É sempre agradável encontrar um português num outro canto do Mundo, que fica sempre saudoso quando fala connosco.  

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Comboio: Parte 2...

Infelizmente a viagem de regresso já não foi tão engraçada :/

Ora, vocês estão a visualizar aqueles comboios indianos cheios de gente?? Se não, aqui fica uma imagem ilustrativa...
Ok, não estava assim tão mal mas mesmo assim...
Por falta de experiência (e total estupidez, diga-se) não comprámos com a devida antecedência os bilhetes e ficámos sujeitos, nada mais nada menos, à classe "General"...
Basicamente, a classe "General" é a mais barata e não tem limite de ocupação (finalmente percebi porque é que os comboios enchem tanto... eles vendem bilhetes ilimitadamente!) portanto vamos todos encostadinhos uns aos outros com bagagem pelo meio!
Há ainda a classe "Sleeper", A/C e non-A/C, bastante mais cara e, como o nome indica, com direito a uma espécie de cama dura como tudo! O que muita gente da classe "General" faz é ir para as outras carruagens e dividir a cama com outra pessoa... o que faz com que certas camas tenham 2 pessoas (mais bagagem) ou haja pessoas a dormir nos corredores, passagens entre carruagens, etc!

Foi exactamente isto que fizemos e portanto passei 5 horas de viagem sentado na borda da cama de um qualquer indiano (eles não se importam que as pessoas se sentem nas bordas, o que faz com que cada cama tenha praticamente uma pessoa lá sentada que prefere ir assim do que ir na "General"...)

Foi a pior viagem de sempre, sempre acompanhado pelas baratas que iam passeando no chão, pelo calor humano e por uma dor de costas que passou os limites...

This is India! Cheers!


P.S. quando cheguei ao apartamento este estava fechado por dentro... e eu a pensar que não podia ser pior aquele dia! Resultado: tive que ir para o apartamento de cima quando desisti de bater à porta.

Comboio: Parte 1...

Na sexta-feira fiz a viagem de comboio desde Udupi (a cidade mais próxima de Manipal) até Goa: espectacular!!

Tinham-nos dito que a viagem era líndíssima pelo que fizemos questão de a fazer de dia e valeu mesmo a pena porque o comboio vai alternando entre o interior verdejante e a costa tropical, com direito a paisagens únicas!

Por outro lado, o comboio é muito mais confortável (e rápido) que os trambalhões dos autocarros pelo que compensou inteiramente!

P.S.: Assim que tiver as fotos de Goa irei fazer um post sobre Goa em si!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hampi

No último fim-de-semana visitei a cidade de Hampi, a umas 12h de autocarro de Manipal.
A cidade em si não tem nada de especial e é até pior, em muitos aspectos, que outras cidades indianas mas as redondezas são espantosas!!! Falo das ruínas da antiga cidade do séc. XVI, Vijayanagara, capital do Império com o mesmo nome. Absolutamente espantosas, com inúmeros templos e excelentes vistas que se perdem no horizonte.
Faz pensar o que seria se o Império Vijayanagara não tivesse sido invadido pelos sultanatos há séculos atrás e ainda pudéssemos presenciar todas aquelas maravilhas!
Ficam as fotos:
Este fim-de-semana --> Goa!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Visita Emblemática

Segunda tive o "privilégio" de visitar um dos locais que toda a gente pretende evitar aqui na Índia: o hospital!!
É verdade, tudo isto porque tive a feliz ideia de ter um acidente de mota durante a minha visita a Hampi, no Sábado.
Passsados uns dias já estou melhor: já consigo escrever adequadamente num computador e voltar a fazer o meu trabalho. Tenho ainda umas feridas na mão e cotovelo direitos e tenho a perna ligada do tornozelo até acima do joelho mas, segundo o médico, vou tirar isto amanhã.
Mas o que eu queria mesmo era descrever a situação:
Estando à rasca da perna, ao ponto de mal andar, fui de autorickshaw (uma espécie de motinhas com acentos atrás) para o hospital e o bom do condutor deixou-me logo na entrada errada. Tenho que andar, ou coxear, ou arrastar-me, até alguém que falasse inglês e me indicasse a zona dos "traumas".
Chegando lá mostro as feridas e eles mandam-me deitar numa cama onde fico alguns 15 minutos até alguém vir. Normal, em Portugal suponho que até se espere mais...
Finalmente vêm e dizem que afinal preciso de fazer um cartão do hospital (o qual se paga, pois claro) e lá me arrasto outra vez até um balcão não sei onde.
Volto a deitar-me na cama e sou visto, nada mais nada menos, por três médicos... O primeiro vem e manda desinfectar a ferida (que foi, de facto, desinfectada mas não por um enfermeiro pois tenho a certeza que o homem devia ser mecânico ou qualquer coisa assim tal era a brutalidade) e manda fazer raio-x. O segundo médico vem e queria desinfectar outra vez... e acabou por ordenar os raios-x... Outra vez!! E eu, solícito, começo a levantar-me para ir fazer os raios-x e mandam-me sentar outra vez porque... ainda tinha que vir mais um médico dizer o mesmo que os outros, surpresa das surpresas.
Entretanto não podia fazer os raios-x porque tinha que os pagar, e eu dizia que os pagava e eles diziam que os meus amigos é que tinham que pagar. (ora, nenhum dos meus amigos tava lá portanto eles deviam tar a ver amigos meus imaginários)
Finalmente, e passado meia-hora (em que eu já tinha adormecido) levam-me para o corredor à porta da sala de raio-x onde tive que esperar outra meia-hora que uma funcionária do hospital fosse pagar os ditos. Durante esse tempo já pensava que a senhora se tinha ido embora com o dinheiro e me tinha deixado ali a sofrer. Enquanto esperava via imensos funcionários simplesmente a passear e a não fazerem absolutamente nada que não fosse conversar... Deduzi que talvez fosse por isso que tudo demora séculos na Índia (eles têm algumas 6 pessoas a trabalhar onde na Europa está uma, e mesmo assim são mais lentos)!! Ah mentira, a mulher da limpeza estava a trabalhar e insistia em varrer o pó para cima da minha ferida aberta! Tenho que lhe dar a devida consideração por estar a trabalhar, desculpem.
Felizmente a senhora que foi pagar voltou e deu-me o recibo para a mão e passados 20minutos finalmente consegui fazer os raios-x!!!!
(Importa dizer que eu tinha a certeza que não tinha nada partido mas pelo sim pelo não... é importante confirmar e deixar o paciente a sofrer durante mais de uma hora)
Os médicos (só dois desta vez) lá me disseram que não tinha nada partido mas que agora precisava de ligar a ferida (ou seja, pagar o material). Desta vez dou o dinheiro a dois jovens funcionários que ficaram logo todo contentes quando lhes pus uma nota nas mãos e pensei "estes nunca mais os vejo". Eu digo funcionários porque eles tinham farda do hospital mas não faço ideia do que é que eles fazem, provavelmente nada... como tantos outros que por lá andavam encostados às paredes.
Eles voltam e o médico lá me liga a ferida do joelho... mas desde o tornozelo quase à cintura! Eu a ver aquilo só pensava que era um grande exagero mas ele insistiu. Ah, antes disso uma enfermeira chega-se ao pé de mim e espeta-me uma agulha de vacina contra o tétano... Eu bem tentei dizer que já tinha levado uma 2 semanas antes mas não adiantou porque ela não percebe inglês... Nesta altura já pensava que só podia estar a morrer naquele sítio e mais valia ter ficado em casa! 
Ligam-me a perna e eu só queria "correr" dali para fora e estava a preparar-me para sair quando volto a ser mandado sentar porque tinha que, adivinhem, pagar os cuidados que eles tiveram comigo! E eu que tava tão agradecido pelos "cuidados" que eles tiveram!
Foi um alívio sair dali finalmente passadas quase 4horas mas amanhã lá terei que voltar para tirar esta ligadura gigante! Medo!
Moral da história: não façam nada que vos faça visitar um hospital na Índia, nomeadamente cair duma mota!!
P.S.: o acidente foi no Sábado e só fui Segunda ao hospital porque disseram-me que o hospital de Hampi era muito mau... agora penso que se o hospital de Manipal é o "bom" como seria se tivesse ido ao outro?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Trabalho... e outras coisas

Oh man... Aqui trabalha-se tanto! Os indianos têm aulas de Segunda a Sábado, várias horas por dia, e ainda por cima estão em exames, que duram 3 dias (2 exames por dia). Sentem-se capazes de vir para cá estudar?
O meu trabalho também é 2ª a Sábado mas... Não há grande respeito por ele, na verdade. Não tenho local de trabalho portanto, desde que faça o que me é pedido, posso fazer os horários que eu quiser! O que significa, basicamente, que vou passear nas redondezas e posso tirar o fim-de-semana para visitar as cidades "próximas"! Digo "próximas" porque tenho que fazer 12h de viagem para a próxima cidade que vou visitar, Hampi, antiga glória de um dos impérios indianos, agora em ruinas.
Dou-vos um exemplo, ontem, num extenuante dia de trabalho, passei o dia aqui:
Quanto ao trabalho, propriamente dito, consiste em "desenhar" um fermentador usando a ferramenta Graphic User Interface (GUI) do Matlab, com a qual eu não sei trabalhar. Portanto, estou a fazer o impensável: ler todos os ficheiros de ajuda do Matlab para ver se me safo até à data de entrega, na próxima semana.
Ah, por aqui não é permitido usar Messenger (para os que perguntaram), nem ir a alguns sites desportivos, e há horas para chegar à residência (23h para as raparigas séniores, 0:00 para os rapazes séniores). Nada que não se resolva com uma nota dada ao guarda: ah pois! É que, segundo o que um indiano revoltado me explicava no outro dia, só vai para polícia quem quer enriquecer depressa... e não se enriquece rapidamente à custa de trabalho honesto.
Até à próxima semana!
  

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Primeiras Impressões

Olá!


O meu 1º post vem 6 dias depois de ter partido de Lisboa porque foi realmente complicado assentar e arranjar uma conexão (rasca, por sinal) à internet.

Ora, passando ao que interessa:
As viagens correram todas bem, sem sobressaltos, e direitinho ao destino! O problema foram mesmo as longas horas de espera nos aeroportos... Fiquei 9h em Heathrow, seis das quais aqui a penar:

Imaginem-se 6h a olhar para o boneco ali! Valeu-me o livrinho que levei e valeu tambem uma grade dor de costas de estar mal sentado, à espera.





Mais umas horas em Bombaim (a propósito fica do qual fica uma imagem dos veículos transportadores de bagagem... tractores!)

E finalmente lá peguei o avião para Mangalore. Depois foram só mais 2h para fazer os 50km que separam Mangalore de Manipal.

Bem, por falar nisso, as estradas aqui são inacreditáveis!! Estão cheias de buracos (quando são estradas de terra) e quando são alcatroadas mais parecem "buracos com algum alacatrão"!
Isto para não falar no tráfico aqui pela Índia: os indianos têm que ser os melhores condutores de sempre porque parece-me que mais ninguém conseguiria conduzir assim e passar incólume! Eu não duraria 30min, de certeza. Estão sempre a buzinar o que, tenho que confessar, é bastante irritante (mesmo para um português que está relativamente habituado a ouvir uma buzinadela; nem imagino o que isto faz ao finlandês que cá anda que diz que na Finlândia eles simplesmente não usam a buzina... coitados). Em certas cidades, mesmo pequenas como Mysore (1milhão de habs.), que visitei ete fim-de-semana, já há alguns semáforos mais isso não nos dá garantia alguma que eles param no vermelho. O melhor mesmo é orar e passar a rua, tendo como certo que eles não abrandam (muito menos páram)quado há peões à frente. Mais tarde tentari pôr um vídeo do tráfico indiano.










Portanto cheguei Manipal por volta das 17h, altura em que conheci os primeiros estrangeiros que também cá estão a estagiar (antes disso já tinha conhecido dois indianos muito simpáticos que me levaram ao meu apartamento perto do fim do mundo, mas cujos nomes não me atrevo a tentar escrever). Divido o apartamento com mais 5 pessoas, para três quartos, o que é bastante aceitável. Estou com um rapaz sírio, os dois alemães estão juntos e um rapaz inglês divide o quarto com o japonês. Já conheci bastante mais pessoas: austríacos, belgas, espanhóis, um brasileiro (o que até permite embora ele, por vezes, não me perceba... tudo resolvido com o Acordo Ortográfico suponnho... e algo mais!) e indianos claro! Manipal tem 35mil hab., 15mil dos quais são estudantes segundo o que ouvi. Voltando ao apartamento, só uma referência às casas-de-banho que eu pensava que eram completamente horrorosas até me contarem que estas eram das melhores que eu ia encontrar, pelo que fiquei caladainho e não pensar nisso. Ainda por cima eles tendem a não ter papel higiénico nos WC e como nunca vi um indiano com um rolo na mão nem quero pensar... nisso que vocês estão a pensar.

Manipal é um cidade bastante pequena que tem, pelos vistos, a universidade mais cara da Índia pelo que isto não corresponde à Índia "real". Os alunos falam inglês (embora esquisito), são simpáticos e não andam atrás de ninguém, incessantemente, a tentar vender uma buiganga qualquer... o que é óptimo porque no outro dia andei quilómetroooooos com um homem à perna. De tal forma que um pessoa às tantas, de tão irritada, acaba por comprar... eu fui mais teimoso que ele, coitado. Na verdade, não há nada que se possa dzier que os afaste a não ser tentar ignorá-los e mesmo isso leva tempo!

O post já vai longo potanto termino a falar da minha viagem a Mysore, logo no primeiro fim-de-semana que cá estive:

Oito horas de viagem, à noite, para visitar uma cidade que tem de bonito o palácio grandioso (do qual não tenho fotos do interior pois não era permitido, infelizmente)










e que fica iluminado à noite:












Nesse Sábado foi o Dia da Indepêndencia portanto ainda tivémos "direito" a assistir a uma parada com elefantes. Visitei ainda ainda o templo a Shiva, no interior do palácio, e o mercado, Old Bazaar, que é enorme e está cheio de cores:


Bjos/Abraços a todos,

Tiago